terça-feira, novembro 28, 2006

Nunca senti ódio, sempre achei que era um pensamento mesquinho, um sentimento dos “involuídos”, dos pobres de espírito, dos pouco nobres, dos duros de coração. Sempre me julguei 2 pontos acima das pessoas assim... das que se vingam, guardam rancor, das que são incapazes de perdoar. Cresci achando que eu de fato era média de coração, que o amor iria guiar a minha vida, que minha conduta seria baseada na plena justiça, que o bem deve sempre prevalecer... Então, tentei durante anos (e olha que foram muitos) da minha vida jogar o ÓDIO, pro canto do cérebro que nunca uso, pra parte esquecida, pra onde eu varro as coisas pequenas, miúdas, as sem importância, as que me machucam, as que me fazem chorar, o banco ITAU, a minha vizinha de cima, o maldito cigarro... Agora, vem o idiota do americano do NYT e quer jogar tudo isso no ralo? Querer torcer o pescoço dele e fazer um K na face direita dele com minha peixeira (como fazia o Capitão Rodriguez) contradiz tudo que eu disse? Me torna uma pessoa capaz de sentir ódio? (ka)

6 comentários:

JujuG disse...

Não, uma pessoa normal.

KÁ disse...

UFA, QUE ALÍVIO.

SER disse...

Ai mete o K na cara do homem!

Anônimo disse...

Ká, vc é muito engraçada ... ainda mora em Minas?

ká disse...

sim... ainda posso ser encontrada por aqui... mas logo, logo... me torno uma paulicéiana.

Anônimo disse...

que bacana k, outros ares fazem bem demais pra alma.Se por acaso se encontrar com uma mulher de branco por lá , diga que mandei um forte abraço. Junia