quarta-feira, setembro 26, 2007

UM DIA TRISTE...

Faleceu hoje pela manhã o pai de uma amiga muito, muito, muito querida. E nós, do Calcinhas no Box gostaríamos de dizer milhões de coisas. Dizer que ele virou uma estrela, que a jornada está cumprida, que ficarão as boas lembranças e que todos os dias sem ele, será um novo recomeço e que ninguém, nunca será capaz de descrever a falta que ele vai te fazer.
Sentimos muito viu? e gostaríamos de estar com você agora, de verdade.



A morte é mesmo assim...
Chega sem pedir licença, sem se importar com a dor que causa. Não tem interesse em saber se tudo estava resolvido, se os conselhos estavam bem guardados, se as perguntas já haviam sido feitas, se os abraços foram dados, se você ainda vai precisar daquele colo ou não...
Ela não quer saber, não quer.
Pra ela pouco importa se você vai querer ir junto ou não, se você já escolheu seus últimos passos ao lado daqueles que você tanto ama, se a sua vida estava entrelaçada com aquela que ela acabou de arrancar...
Ela não quer saber de nada, não quer.
Ela vem e pronto e se você não estiver preparado, o problema é todo seu, porque ela, nada sente.
É incapaz de perceber que precisamos de mais alguns instantes, se você quer sentir aquele cheiro por mais uma hora, se você precisa – de verdade, do som daquela voz.
A morte, essa megera sem rosto, é a única e irrevogável certeza que temos, é a face sem sorrisos da vida, é a crueldade estampada no rosto de quem fica. E nós, os próximos, temos que aceitar...e ponto. Mesmo achando injusto, mesmo achando cedo demais.
Nada mais pode ser feito.
Porque ela, não quer saber de nada, não quer.

(Persona e Cruela, sentindo muito pela perda de B1)

13 comentários:

Cruela disse...

Querida,
eu queria tanto dizer que tudo vai passar, que o tempo vai colocar as coisas onde elas devem ficar... mas não vou mentir pra vc, não pra vc.
Perdi meu pai ha 3 meses... e durante todos esses longos e intermináveis dias eu tento deixar o tempo fazer seu trabalho... Mas é difícil, muito difícil...

Na verdade, você acaba se conformando e só. Porque a falta, isso que vai te deixar com um eterno nó na garganta... isso não passa nunca.

O meu conselho: tente não se culpar e não achar que fez menos do que devia... eu te conhecia (e bem) e sei que tudo foi feito.

um beijo enorme.

te amo

Jairo Gudzowskyj Brandao disse...

quando alguém parte, na verdade nos parte em varios pedaços, assim ficamos perdidos,suspensos,desesperados por um recuo, uma última oportunidade,um ultimo abraço,uma ultima palavra, que não acontecera.não fomos preparados para isto. talvez nunca estaremos preparados para segurar o fim, o apagar de uma chama ao vento cru da uma vida que na verdade é um pedaço da nossa. é um soco no estômago perceber isso, toda a nossa inutilidade, diante de tal fato.,o que posso dizar?,, seja forte,

Cruela disse...

obrigada jairo...

uma mão no ombro é sempre bem vinda.


beijos

Segunda a Sexta disse...

Ai. :(

Sempre lembro-me de uma citação que li, que pergunta sobre o medo do desconhecido que é a morte.

Ironicamente, a morte de alguém querido é o único momento em que, de fato, irrevogavelmente e completamente, achamos a vida bela.

Me esforço pelo melhor para as pessoas por esse exato motivo.

Sinto pela perda. Ninguém devia morrer. E acredito que as linhas se cruzem novamente, depois - pois a grande tristeza da morte deve ser sucedida por uma grande alegria. É o equilíbrio das coisas.

Beijo!

Cruela disse...

Deus está recrutando todos os bons de verdade...

por isso mesmo eu sou média.
rs

brincadeira.

mas que os bons estão indo, tão.

Zitcha disse...

É cruela..
tb acredito q os bons estejam indo.
tb perdi o meu pai. ontem fez 1 ano e 2 meses. Vou te dizer uma coisa. Essa dor pungente q vc sente agora e sua amiga tb, essa é aliviada. A que fica é uma dor latente. Uma dor q faz com que ao ler esse post, como quando li o post do falecimento do seu pai, a vontade de chorar venha com tudo e o nó na garganta fica grandão. Dói pra respirar.
Se quiser, depois passa no meu blog. Vou colocar um post sobre isso...
Desejo força a nós 3. E às nossas companheiras e namoradas, q seguram uma barra danada...

um abraço.

Cadinho RoCo disse...

Registro sentimento de pesar por perda que percebo tão querida.
http://cadinhoroco.loginstyle.com

JujuG disse...

O mais louco de tudo é o nosso despreparo para a unica coisa certa que existe nesta vida. Se a gente sabe que um dia, inevitavelmente, todos nós vamos ter que ir embora daqui, pq dói tanto? É muito louco isso! Ao mesmo tempo eu sinto uma sensação de tranquilidade qdo eu penso que não acabou ali, que a vida continua num outro plano diferente deste. Eu tenho certeza absoluta disso mas mesmo assim a morte é uma coisa muito estranha...

disse...

Eu sempre penso que a morte é a única certeza que temos. E é justamente para ela, que estamos menos preparados.

Beijo meu.

Sílvia Carrasco Braga disse...

Meninas meu forte abraço, ombro e colo pra vocês.

Sei exatamente como é a dor da perda. Qdo minha vo se foi eu achei q ia junto com ela.
No inicio achamos que não sobreviveremos sem ela, o coração doi apertado... Mas o tempo é o melhor remédio, e depois fica aquela saudade e a lembrança dos bons momentos.
Sintam-se beijadas e abraçadas e qq coisa grita! Que estamos aí!

Um beijo

Márcia(clarinha) disse...

Meus sentimentos...
beijos

Ci (kal) disse...

Nossa, só de imaginar a perda dos pais, já é algo que me sufoca, pq sou alucinada pelos meus pais, e de alguma forma acabamos sentindo de maneira efêmera o mesmo vazio de quem os perdeu. deixamos aqui uma manifestação carinhosa de nossos sentimentos.Que Deus ilumine vcs.Bjos

anapaulapazini disse...

Mário Quintana escreveu que um belo poema nos aproxima de Deus...Ele também escreveu o poema As mãos de meu pai , que me aproxima de meu velho sempre que o leio ...Vou deixá-lo aqui para nossa amiga...

As mãos de meu pai.

As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já da cor da terra
-como são belas as tuas mãos pelo quanto lidaram,
acariciaram ou fremiram da nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.

E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da
tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste
alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?

Ah! como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos!

E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosa...

essa chama de vida - que transcende a própria vida
...e que os Anjos, um dia, chamarão de alma.