quarta-feira, novembro 26, 2008

- PITÁGORAS

E foi assim, eu tentei voar, porque eu achei que já era grande o suficiente pra isso, ninguém havia me dito que andorinhas com uma semana de vida ainda não sabem voar. Mas ventava e eu fui jogado pra longe, muito longe da minha casa. Na hora eu pensei "nunca mais vou ver minha maezinha... a vida foi cruel comigo". Fiquei horas no frio, estava chovendo e eu sentia muito medo, muito medo mesmo. Chorei, chorei e chorei. Até que a fada do Cabelo Bom me acolheu. Me deu casa e uma comidinha gostosa. Graças a ela a minha mãe me encontrou e todos os dias vem me alimentar. A noite, quando ela vai embora a fada cuida de mim. Sei que daqui uns 10 dias vou conseguir voar e terei que ir embora, é o meu instinto sabe? Mas eu prometi para a fada do cabelo bom que vou voltar sempre. ass: Pitágoras

sexta-feira, novembro 21, 2008

- BLOG'S 80 - PELA REVISTA ÉPOCA

CARTA AO EDITOR DA REVISTA ÉPOCA Prezado Senhor Editor, Venho por meio desta, solicitar a correção da Revista Época desta semana – edição 548, que traz como matéria de capa “80 blogs que você não pode perder”, na verdade não li a revista porque não sou assinante, mas meu vizinho é. Como a revista é entregue pela manhã e ele só chega a noite sempre dou uma zapeada. Aliás, quero aproveitar o contato para dizer que a assinatura está muito cara. Como eu ia dizendo, por um erro de impressão, o blog Calcinhas no Box ficou fora da lista. Sei que essas coisas acontecem, vez por outra também esqueço de colocar algum link ou algum dado importante nos posts. É fato que não entendi os critérios usados para a escolha, afinal de contas há blogs bem mais interessantes e importantes do que os citados. Mas não vou reclamar, afinal de contas o Calcinhas no Box está entre os escolhidos. É fato que a equipe de edição esqueceu dele, mas tudo bem. Sei que uma revista de grande circulação como a Época não vai se apegar a coisas miúdas e logo vai reconhecer o terrível erro. Não quero fazer ameaças, mas eu soube de fontes seguras que se não houver uma retratação pública... tipo uma revista toda com os posts do Calcinhas no Box. Todos os nossos 23 leitores irão parar de ler as publicações desta editora. Elas não serão lidas nem mesmo naquela paradinha na banca do Tarcísio na hora do almoço (incluindo o Serjones e a Cris que moram lá no Caribe e gastam U$ 45 por mês para ler o Calcinhas no Box) Gostaria também de solicitar que não haja o desligamento do funcionário (ir)responsável por tal erro. Porém, acredito que só crescemos com punições, então sugiro que ele seja o responsável pelo horóscopo por 6 meses. Conto com a sua colaboração para que possamos resolver este desagradável incidente (antes que se transforme em um acidente) de uma maneira amigável e civilizada. Por falar em civilização, nosso advogado o Dr. Pudim irá entrar em contato para ajustar pequenos detalhes do nosso acordo. Afinal de contas, alguns danos morais, materiais, sociais, sexuais... podem deixar seqüelas incuráveis. Sem mais para o momento, Despeço-me com meus sinceros votos de sucesso e boa sorte Cruela Cruel Veneno da Silva Redatora Esquerda do Blog Calcinhas no Box para saber quais são os "80 blogs que você não pode perder" escolhidos pela revista Época, clique aqui

terça-feira, novembro 18, 2008

- DOS OUTROS, MEIA HORA E DORMINDO

Vira e mexe leio algo sobre filhos em blogs. Então vem sempre a questão FILHOS! MELHOR NÃO TÊ-LOS, MAS SE NÃO TÊ-LOS, COMO SABÊ-LOS?... Sim, se não tivermos como vamos saber se são bons? Difícil isso né? Porém, eu me encaixo confortavelmente no grupo da que não querem ter filhos. Não sei porque algumas pessoas acham que o simples fato de termos nascido mulher nos torna capacitadas para tal feito. Ou então atribuem a maternidade a um fardo que deve ser carregado por todas as gerações. Pêra lá negada. A coisa não é bem assim não... o buraco é beeem mais embaixo, tão embaixo que as vezes penso que já é atrás. Mulher é uma coisa, vocação e disposição para a maternidade é outra completamente diferente. Outro dia (sábado para ser mais exata) em um blog que leio (que não vou colocar o link aqui para não acalorar a coisa toda), uma fulana me comparou com Herodes, mas não sou como ele, não quero matar todas as crianças – só o peste do 603. Eu simplesmente sou a pessoa, que por opção, optou por não ter um meu só meu, saca? Tipo parir? Na verdade “tipo” muitas coisas. Como diz Persona, gosto de acordar pela manhã e não ter que fazer uma série de coisas, como: acordar menino as 6:30, dar banho em menino as 6:45, dar cereal para menino as 6:55, levar menino para escola as 7:15... explicar para menino que brócolis é muito melhor que chocolate sendo que nem eu acho isso, explicar que cigarro mata, sendo que fumei igual ajudante de macumbeiro, sexo só com camisinha, drogas tô fora... Gosto da minha vida como ela é, assim, sem tirar nem pôr, na verdade até que eu poderia tirar algumas coisas para colocar outras, sei lá, talvez eu tirasse a TV velha e colocasse uma de LCD 42’ no lugar... mas para isso ia precisar pôr muito dinheiro na minha conta. Então as pessoas pensam “nossa, como Cruela é amargurada...!”. Bah, elas não entenderam nada, não tem nada de amargura na minha escolha. Eu simplesmente não tenho razões para ter filhos e não acredito nas razões dos outros. O que tenho são razões para não ter: 1 – o Gu do Angu se apegou a Bia e não quer me dar; 2 – concordo com a Madonna quando diz que a maternidade foi uma grande brincadeira de deus com as mulheres. E sei que ela não falava do fato de dar a luz, ela falava da história de engordar, peito cair, estria aparecer, hormônio, mancha preta no rosto, cabelo sem tinta, parir... essas coisas que destroem qualquer um. 3 - não quero ter que me preocupar em incutir valores nem ser responsável pela formação e valorização do caráter de seu ninguém. 4 – não quero ter que fazer uma poupança hoje para garantir o futuro de uma pessoa daqui há 20 anos. 5 - Não quero passar madrugadas acordada pensando em coisas ruins só porque meu filho ainda não chegou da balada. Gosto das coisas como são agora, soltas e libertas. Gosto da minha total ausência de regras. Gosto de chegar em casa na hora que eu bem quiser. Gosto de assistir TV alta. Gosto de não ter que ativar o supervisor de conteúdo do meu computador. Gosto de cerveja na porta da ge ladeira... Porém, se eu ganhar na mega sena posso reconsiderar tudo que escrevi, afinal de contas, dinheiro não compra tudo, mas com certeza compra tênis, roupa, fralda, remédio, celular novo, livros, brinquedos, danoninho, mochila nova, viagens de férias, boas escolas, boas babás, computadores... Então, enquanto isso não acontece continuo afirmando, "menino bom é o dos outros, meia hora e dormindo."

sexta-feira, novembro 14, 2008

- OS ÚLTIMOS PIORES

É assim, ultimamente eu só coloco meu dedo pobre em porcaria lá na locadora... e para não falar que eu quero que os outros se fodam vou colocar os piores da semana. Aqueles que vocês devem chutar com o pé esquerdo assim que avistar na prateleira. Sim, porque macumba a gente chuta é com o pé esquerdo para não pegar. O NEVOEIRO Quando a Persona colocou a mão nesse filme eu avisei "não presta", ela que adora um filme de terror achou que a minha discórdia era um sinal de que a bagaça era boa sim, afinal de contas, Cruela e intuição são inimigas mortais. Então eu li a sinopse e falei "não presta, filme de monstro no nevoeiro não presta", mas, Persona sempre tem um argumento que me convence a fazer qualquer coisa que é " blá blá blá blá blá ... blá blá, etc." Resultado do filme: não presta. MAR ABERTO 2 Ok, o cara fez o Mar Aberto I e ficou até interessante, é fato que não é meu tipo de filme, esse negócio de gente boiando pra mim tem cara de grana curta pra locação e figurino, mas o sujeito tinha um sonho de fazer um filme. Até aí tudo bem, o problema é quando o cara não sabe quando parar. Se eu fizesse um filme que foi uma bosta, não ia fazer o 2 nem por reza brava, eu ia era rezar pro povo esquercer que aquilo boiando era meu (he he he). Mas, não conformado ele fez o 2... vou te contar, esse filme é péssimo, é assim: um povo sai pra velejar e cai todo mundo na água, menos uma meninha de 7 meses que estava dormindo no quarto. Só que eles esquecem de descer a escada... ou seja, se fuderam, estamos diante de 6 completos idiotas. Só que a solução para voltar ao barco é a mais idiota de todas, com certeza a primeira coisa que você iria pensar. vamos lá? todo mundo na água em alto mar, como faz para voltar? vou dar uma dica: eles tinha uma faca super hiper afiada que fura até casco de iate caro. Parabéns para o seu sobrinho de 3 anos que matou a charada. É claro que alguém finca a faca em algum ponto do barco, esse mesmo alguém (ou um outro, caso esse ache que está abalado demais para o feito) se segura na faca firmente e outra pessoa escala, juro que se essa pessoa que está embaixo ficar 20 segundos com a cabeça submersa não vai afogar... mas não, no filme o autor esperou quase todo mundo morrer (só restaram 2) para resolver a questão. E não se preocupem com a criança dormindo, ela só vai acordar e chorar um pouco. Não vai ligar o motor e fugir. ENQUANTO ELA ESTÁ FORA. Bem, este é um lançamento, o que quer dizer que me custou R$ 6.50. Nós havíamos visto um trailler na semana passada. O filme tem Kim Bassinger no elenco. Quando vejo um ator bom em um filme eu logo penso que ele é de fato bom. Sabe quando você não acredita que alguém do alto escalão cinematográfico vai cagar na retranca? Só que eu descobrir (tarde demais para recuperar meus R$ 6.50) que a coisa tá feia pra todo mundo. Até mesmo para Tom Hanks que fez Matadores de Velhinhas. Vamos ao trailler do filme. "uma mulher, loira, Kim Bassinger, dona de casa, mãe dedicada, casada com um marido violento... depois de uma briga na noite de natal (o marido chega em casa e ela está toda bagunçada - a mulher e a casa, na verdade a casa está bagunçada e a mulher está descabelada demais para Kim Bassinger)... rola uma briguinha ali e ela sai para comprar papel para embrulhar os presentes dos filhos. No Shopping, como era de se esperar, ela descobre que toda a cidade resolveu ter a mesma idéia que ela... e naquela guerra para conseguir uma vaga ela vê um carro parado em duas, inconformada com isso deixa o seguinte bilhete no vidro isso mesmo cretino, 2 vagas, dava para ser mais egoísta? e vai toda serelepe nas americanas comprar papel. Na saída eis o problema, quase todo mundo já foi embora e os caras vão tirar satisfação... ela foge de carro e todas as pessoas que antes estavam infernizando o trânsito desaparecem. Ela entra em um mato, é perseguida, mata os 4 caras, chega em casa toda suja e mata o marido sem uma palavra. THE END Fui cruel em contar o filme? pois pasmem... tudo isso está no trailler, pra que rodar um filme todo se em 45 segundos dá pra contar...e o autor ainda tem a cara de pau de colocar na capa ENQUANTO ELA ESTA FORA - O INESPERADO PODE ACONTECER, que inesperado? se o filme é igual que nem o trailler? podiam ter feito logo um micro micro curta, daqueles que passam em uma sala escura em um cinema cult qualquer. e ponto.

sexta-feira, novembro 07, 2008

- O BRINQUEDO

Vou falar uma coisa, quando leio as coisas que vocês escrevem aqui descubro que criatividade não é o meu forte. Velocípede? Sutiã? kkkkkkkkkkkk Olha o brinquedo aí ó. Presente da Persona.

quarta-feira, novembro 05, 2008

- BRINQUEDO PROIBIDO

Tudo começou quando eu tinha 8 anos... nesta idade eu percebi que eu sempre que podia, chegava mais perto para olhar, eu gostava dos detalhes, das formas. Ficava horas passando a mão pelo corpo dele, pelas nervuras. Me lembro de ter encontrado uma gaveta com alguns deles... vários tamanhos, cores, formatos. Eu sabia que a minha mãe também usava um ou outro de vez em quando, mas, quando perguntei ela falou: só uso quando vou me divertir. Eu também estava me divertindo, então não há pecador onde não há pecado. Ainda com 8 anos encontrei um rosa que se tornou o meu favorito, eu brincava com ele todos os dias – em segredo. Sabe quando lá no fundo alguém diz que você está fazendo a coisa errada? Pois bem, eu tinha esta certeza. Porém um dia eu usei até ficar com as pernas bambas, afinal de contas, não se brinca com isso sem abrir e fechar as pernas. Foi aí que minha mãe percebeu algo estranho em mim, fomos até Itapetinga (cidade do Sudoeste da Bahia com mais recursos). Dr. Nivaldo me examinou e disse que estava tudo normal, esta curiosidade era coisa de criança mesmo, que não havia motivo para pânico. Receitou uma pomadinha pra passar toda noite, para que eu não me machucasse. E assim foi até os 10 anos, mas minha necessidade de usar aquilo cresceu, agora era físico, eu precisava usar. Não era mais um capricho... tinha se tornado doença. Voltamos ao médico. Dr. Nivaldo olhou, testou e deu o diagnóstico. Ela está dependente, vamos indicar um menor, mais leve, se for preciso, aumentamos gradativamente... há casos de regressão e o paciente se livra 100% da doença. Percebi o olhar triste do meu pai... a filha querida agora era dependente disso. Ele sabia que eu sofreria alguns preconceitos, que viraria motivo de chacota na escola... ainda tão nova e já carregando este fardo. Eu, na verdade, sempre soube que terminaria assim, não estava em mim escolher... era mais forte que eu, sem ele eu não era ninguém. O tempo passou e eu tive muitos deles, alguns foram usados até quebrar, muitos estragaram porque eu tinha a mania de colocar na boca e morder, outros foram esquecidos porque estavam fora de moda – sim sim, coisas inimagináveis entram e saem de moda. Teve também aqueles que ficaram ultrapassados, à medida que o tempo passava, eu necessitava de um mais forte. Com a evolução tecnológica passei a usar uns mais finos que tinham o mesmo efeito. Com eles, eu sempre via um mundo melhor, meu olhar era sempre mais nítido, ele abria a minha mente. E assim a vida passou e até hoje (20 anos depois) eu continuo usando diariamente. Sabe quando algo está em você? E nada pode mudar isso? (depois posto a foto dele)

segunda-feira, novembro 03, 2008

NA SIBÉRIA NÃO TEM NADA DISSO!

Com certeza na Sibéria não tem uma empresa que deixa um cliente 7 dias sem net porque caiu uma árvore. Na Sibéria ninguém navega com menos de 5G. Na Sibéria ninguém paga 69,90 Euros para navegar com 100kbps. Na Sibéria não tem nenhuma Cruela Idiota. Uskafuska Na verdade na Sibéria nem deve ter árvore. Sem contar que o tempo lá não é essa “senvergonhice” que é aqui. Gelo e pronto. Além do mais, na Sibéria, com certeza uma boa alma ia se oferecer para ajudar na faxina de um banheiro fechado por 10 dias.